sexta-feira, 1 de abril de 2011

Opinião do Strapa

___________________________________________________________

O Mais Feliz do Brasil

O assunto mais comentado nas rodas de circenses pelo Brasil a fora é o retorno do Vostok ao país. A todo momento, amigos e colegas de profissão me perguntam via MSN, Orkut, Facebook ou telefone  como foi a estréia, como está o circo, se estamos recebendo. Pois agora, relato com todos os detalhes como foi a estréia e como está o clima aqui no Vostok.
Contrariando os mais invejosos e pessimistas, estreiamos na data marcada, com alguns minutos de
 atraso, e mesmo com um temporal daqueles cheios de relâmpagos e trovoadas, tivemos um bom público. É claro que o nervosismo estava presente, mas o público se empolgou com as atrações e no final, os comentários eram os melhores possíveis.
Afirmo, com todas as letras que o ambiente aqui é o melhor que já vi. O clima é espetacular. O circo é uma fábula. Aqui se sonha e se realiza. Na cabeça de muitos, a volta do Circo Vostok era um sonho, e para os mais ásperos, esse retorno era apenas uma maluquice. Alguns, mais invejosos, apostavam que não existiria estréia, que tudo era apenas uma jogada, que o circo já estava nascendo falido. Pois eis que o circo estreiou, trabalhou, mostrou a Porto Alegre um espetáculo extraordinário, como há muitos anos não se apresentava um show desse gabarito nesta capital, com 90% da companhia formada por artistas estrangeiros, mostrando números diferentes dos habituais, caras novas, de alto astral do começo ao fim.
Aqui se tem paz de espírito. O Sr. Vostok é um líder nato e só pelo fato de primar pela qualidade já merece nossos aplausos. Como escrevi em uma coluna anterior, muitos donos de circo deixaram de se preocupar com seus espetáculos, visando mais lucros, baixaram as folhas de pagamentos e a qualidade foi pro beleléu. O Sr. Vostok veio para mostrar que qualidade no espetáculo é importante sim. Aqui tem uma família equatoriana que faz um número de icários excelente. Os mesmos artistas fazem pirâmides humanas sobre cilindros. O duo aéreo, vindo da Argentina é um número encantador, que emociona pela beleza plástica e surpreende pela complexidade e pelo grau de dificuldade dos truques. O malabarista é ágil como The Flech, carismático e hábil, um verdadeiro show-man. O tecido é espetacular. O adágio é o momento clássico do espetáculo e nos remete aos circos europeus. O número de contorção da boneca de pano manipulada pelo Pinóchio leva as crianças ao delírio. E quando a boneca de pano se transforma em Daniela Moura, uma garotinha de 8 anos de idade, os adultos é que suspiram fundo. No globo da morte, Ricardo Rodrigues prova que qualidade não tem nada a ver com quantidade. Em seu show solo, ele da looping de pé e sem as mãos. Ainda tem trapézio, palhaços, e para finalizar, o belíssimo aparelho de Águas Dançantes, fabricada pelo genial Flávio Almeida e manipulada por mim. 
Sei que há circenses que estão falando mal do circo e do espetáculo. Garanto à todos: o circense que saiu daqui falando mal está com inveja, está despeitado. Se é artista, por não estar no elenco. Se é dono, por não ter um espetáculo do mesmo nível; ou por estar contrariado porque pensou que o Vostok não seria nada disso do que é.
Sei que neste momento, muita gente está pensando como sou puxa-saco. Minha intenção não é esta. Estou escrevendo nesta minha coluna exatamente o que estou sentindo. Me sinto feliz aqui. Aqui sou respeitado e valorizado. Minha vinda para cá, me abriu uma porta nova, com outras possibilidades. Literalmente, minha vida mudou. Estou mais alegre, minha auto estima voltou, acordo cedo cantando, sinto prazer em respirar.
Eu andava cansado. Gostava muito do meu antigo emprego. Era uma casa muito boa. Fazia muitas coisas, mas eu não passava de um carinha que vivia à sombra dos outros. Sempre tinha uma comparação. " O Fulano lotava até no meio do terremoto." ou "O Beltrano segurava o microfone assim, se vestia assado..." Eu sempre ouvia isso. Mas ia levando, trabalhando, fazendo sempre um pouco mais do que a obrigação. Só resolvi sair porque tomaram o meu lugar. Apenas por isso. O que acho errado, porque se fosse o contrário, eu jamais iria para um circo promover a estréia se já tivesse um profissional encarregado dessa área. Lembro quando eu estava no Beto Carrero tendo sérios problemas com a gerente que queria me ver fora da empresa e ela tentou contratar o Chico locutor diversas vezes e a resposta dele sempre foi a mesma: Só iria no momento em que eu resolvesse minha situação. Jamais iria tirar meu lugar. Nos dias em que fiquei parado em minha casa, recusei um contrato pelo mesmo motivo. Assim fazem as pessoas que tem ética. Assim fazem os grandes profissionais.
Ora, chega um momento em que você cansa de ser sempre comparado a alguém. Até mesmo em oportunidades que tive de ganhar mais dinheiro, quando promovia espetáculos, trabalho que não executo aqui, sempre havia uma comparação. Se meu espetáculo fosse fraco, era porque supostamente eu tinha dormido muito, ou tinha ficado na frente do computador o tempo inteiro, mas se lotasse, o que frequentemente acontecia, não era por minha causa, e sim porque a praça estava descansada, ou o motivo da lotação era o cortejo de duas carretas baú pela avenida principal da cidade. Para algumas pessoas, nunca o meu trabalho lotou uma estreia. Nunca, meu trabalho como locutor faria falta.
Não sou o Geovane nem o Paulo Pipoca. Não tenho a pretensão de ser o melhor locutor do país e nem sou o pior. Mas com certeza, neste momento, aqui no Vostok, sou o locutor mais feliz do Brasil.
---
E não é que acharam o microfone?

Fui embora do meu antigo emprego em uma mudança. Terminei a praça e levei meu trailer para minha casa. Isso foi numa segunda-feira. Na sexta-feira, dia da estréia do circo em que eu estava, me ligaram de lá perguntando se "por acaso,  por algum engano", eu não tinha trazido a base do microfone junto, dentro de minha casa. Ora, a base do microfone nem ficava comigo! Fiquei nervoso, pois esse tipo de pergunta insinua claramente que alguém havia roubado a tal antena. E o suspeito era eu. Bem, como tenho a consciência tranquila, a raiva passou em alguns minutos. Mas como Deus não joga, mas fiscaliza, eis que essa história teve um desfecho rápido e surpreendente. Não é que o microfone "supostamente roubado" apareceu aqui no Vostok?!!! Sabem como? Foi vendido pelo seu dono, juntamente com uma aparelhagem de iluminação ao circo em que estou agora. E estava junto de sua base. Ou seja, ele não havia sido roubado! E, por ironia do destino, aqui, eu estou anunciando o espetáculo com o mesmo microfone que, na cabeça de uns, eu tinha roubado. Que rolo!
---
Flávio Almeida, um grande professor!


Mais um grande ponto positivo do Vostok: as pessoas que aqui trabalham parece que foram escolhidas à dedo. São grandes profissionais! E pessoas formidáveis. Vou falar agora de uma pessoa que conheci semana passada, aqui no Vostok e que, sem dúvida, já é um grande amigo. Flávio Almeida, o maestro das Águas Dançantes, construtor do aparelho, artista, um verdadeiro engenheiro, mestre e professor. Flávio é uma daquelas pessoas que você agradece por conhecer. Um cara inteligente, que sabe o que fala, sabe se expressar. Tive a honra de conviver com ele durante 4 dias, enquanto ele me ensinava a manejar o aparelho das Águas Dançantes. Flávio, meu amigo, se eu aprendi em tão pouco tempo foi porque tive o melhor de todos os professores. Obrigado por ser meu amigo!
____________________________________________________________
QUER LER TODAS AS OPINIÕES DO STRAPA?
CLIQUE NA PÁGINA "OPINIÕES DO STRAPA", ABAIXO DO BANNER DE ABERTURA. LÁ VOCÊ ENCONTRA TODOS OS TEXTOS DESTA SEÇÃO, DESDE O COMEÇO DO CIRCO NEWS, EM 2007.

ENTREVISTA


ROGÉRIO PIVA:
"A gente primeiro rói o osso, pra depois comer a carne."

Rogério Sodré Piva nasceu no dia 18 de agosto de 1987, na cidade de São Paulo. Frequentou circo escola desde pequeno, mas, segundo ele, ia só pra comer o lanche que era servido. Participava das atividades, brincava muito e nunca conseguia realizar os exercícios. Naquela época, ele não tinha a pretensão de se tornar um artista. De família humilde, Piva trabalhava como carregador na feira da cidade. Um certo dia, ao ver sua mãe chegar da feira, Rogério pegou três bolas de meias compradas por sua mãe e começou a jogar malabares. Trocou as meias por limões e percebeu que tinha o dom desta arte. Nessa época, seus pais queriam que Piva estudasse, fosse contratado por uma empresa com registro. Não aceitava a idéia do filho ser malabarista. Fez dois anos de faculdade, cursando Administração de Empresas e trabalhou em 4 empresas. Mas ao encontrar um amigo, que lhe ofereceu suas clavas para ensaiar, Piva estabeleceu um objetivo de vida: aprender bem malabares para animar festas infantis. Em 2002, conheceu Márcio Tápia, da Escola de Circo de Diadema, onde se aperfeiçoou e começou a amar o circo. Desta época em diante, fazer malabares se tornou febre em sua vida. Tanto que, para pagar dívidas e adquirir seus aparelhos da nova profissão, Piva trabalhou nos semáforos de São Paulo durante 3 meses. E garante: O semáforo lhe tirou do sufoco. Com o dinheiro ganho nas sinaleiras, Piva conseguiu comprar suas pernas de Pau, clavas, aros e figurinos. Depois conheceu o famoso e saudoso malabarista Rui Edson Lins, conhecido como Prego e começou a realizar shows em escolas. Através da amizade com Prego, Piva começou a conhecer mais gente de circo. Comprou um Fusca ano 1975 e visitava todos os pequenos circos das periferias e do interior de São Paulo. Aí começou a trajetória de Rogério Piva, que, atualmente trabalha no Vostok e é um dos nomes mais badalados do Brasil.

FICHA TÉCNICA:
NOME: Rogério Sodré Piva
IDADE: 23 anos
CIRCOS QUE JÁ TRABALHOU: Circo do Reibian, Circo das Crianças, Circo Montreal, Circo do Spirro, Circo Klenk, Circo do Chiquinho, Circo Los Agady, Circo Estoril, Circo Di Nápoli, Circo Di Itália, Circo Vostok
O QUE JÁ FEZ EM CIRCOS? Malabares, perna de pau e arame bambo.

CIRCO NEWS: Você começou jogando malabares nos semáforos, passando chapéu nos carros para ganhar dinheiro. Hoje trabalha de baixo de uma das maiores lonas do país. Como se sente?
Rogério Piva: Como dizia o meu ídolo Prego, a gente primeiro rói o osso pra depois comer a carne. Acho que isso é consequência quando a gente faz alguma coisa com amor, consequência de quando a gente realmente acredita em algo e esta em busca de um objetivo. Esse é o valor da perseverança. A única coisa que faz a gente ser feliz é acreditar. Em tantos perrengues que passei na vida, na rua ou em circos pequenos, mesmo assim, nunca desisti.
---
CIRCO NEWS: Você disse que passou por coisas ruins nas ruas e em circos pequenos. Algo te fez pensar em deixar essa vida?
Rogério Piva: Sim, tanto que entrei pra faculdade, comecei a trabalhar em empresas, para deixar o circo apenas como diversão. Mas vi que o circo era muito mais do que isso em minha vida. O amor pelo circo, a necessidade e o coração batendo forte querendo participar do cotidiano de pessoas que a gente não conhece, mas que na hora do espetáculo, estamos participando de suas vidas, tudo isso me fez voltar. Poder ver um povo sofrido, que muitas vezes juntava um real para pagar um ingresso de circo, ver pelo buraco da cortina a alegria daquela gente, era muito bom. Eu pensava comigo, “puxa, eu to fazendo parte disso, eu to fazendo a alegria destas pessoas.” Não importava as consequências mas queria lutar em prol da arte.
---

CIRCO NEWS: Você chegou a ser hostilizado em algum circo por no passado ter se apresentado nas sinalieiras? Sofreu preconceito?
Rogério Piva: Sofri preconceito, mas não somente por causa do semáforo e sim por ser de escola de circo. Por não ser tradicional, ser de fora, e estar conseguindo um espaço no circo que seria de um tradicional. Por esses fatos, em muitas conversas, as pessoas diziam que eu não era circense, e que circense é o que nasce dentro da lona.
---
CIRCO NEWS: E na sua opinião, o que é ser circense?
Rogério Piva: Pra mim, o circense é aquele que realmente é apaixonado pela arte, que ama a arte e respeitam o circo, o picadeiro, e o público que paga pra nos assistir, independente da quantidade de público e que respeita a diversidade de linguagens, seja na rua, no teatro, de baixo da lona. O tradicional de circo que não respeita o próprio companheiro, por não ser da mesma etnia, já está colocando sua classe como inferior. Mas eu acho que somos todos iguais. Valoriza a simplicidade e não o materialismo. Mas isso é um problema da sociedade, que valoriza mais o materialismo. E o circo é simplicidade. E a simplicidade se confunde com a mais pura sofisticação.
---
CIRCO NEWS: Como assim?
Rogério Piva: Como nós vivemos? A vida no circo é muito simples, passamos dificuldade. E toda essa simplicidade a gente passa para o público como sofisticação lá no picadeiro. Mesmo que o circo não tenha um bom picadeiro, um som que chia o tempo todo ou uma iluminação precária, mesmo assim, passamos um espetáculo para as pessoas, que realmente a arte pode acontecer. Seja em um picadeiro cheio de buraco, num picadeiro sofisticado ou na rua.
---
CIRCO NEWS: Você é conhecido por ser um artista de eventos, festas e de fazer cachês em circo. Poucas vezes, trabalhou durante muito tempo em um circo. Agora, você pretende seguir carreira definitiva no circo?
Rogério Piva: O mercado de eventos em São Paulo é muito amplo. E financeiramente é muito mais confortável e seguro. Tive em alguns circos diversas decepções. Considero que o contrato nos circos é algo injusto para os artistas, pois não temos um plano de carreira, nem plano de salário e podemos ficar durante um tempo indeterminado, e não crescer, continuar da mesma maneira que entramos.
---
CIRCO NEWS: Mas fazendo eventos, há planos de carreira, registros e algo que ampare os artistas?
Rogério Piva: Fazendo eventos, eu trabalho por conta própria, sou autônomo. Pago meu INSS por conta própria e trabalho pra uma grande diversidade de empresas e organizo meus próprios eventos. Em shows e eventos, você tem um reconhecimento muito maior. Acredito que o que precisa no circo é que os donos considerem que seus funcionários sejam as coisas mais importantes dentro da empresa. O material humano é o que realmente faz acontecer. Eles precisam se comprometerem mais com o bem estar dos funcionários. Colocar o ser humano no centro do processo. Essa é a única forma de se ter competência, inovação e qualidade. Pois é através deles que se consegue isso. Os donos de circo não se comprometem com seus colaboradores. Eles se preocupam com suas caminhonetes, seus trailers, enquanto muitos funcionários têm condições de habitação desumana e muitas vezes uma alimentação precária. Como os circos terão funcionários motivados com estas condições?
---
CIRCO NEWS: Você está generalizando?
Rogério Piva: Não. De forma alguma. Hoje, me encontro em uma situação super confortável no circo onde estou e vejo também, que ao meu redor, as pessoas aqui trabalham contentes e se sentem valorizadas. Isso se reflete no dia a dia e na hora do show e no desenvolvimento dele. Acredito que existem circos realmente competentes, que tratam seus funcionários como seres humanos e não porcos e que é um ponto positivo pra classe circense em uma realidade de tantos problemas.
---
CIRCO NEWS: O que você acha de:

_ Cirque du Soleil: Exemplo de gestão e excelência.
_ Prego: Simplicidade, motivação e perseverança.
_ Escolas de Circos: Uma revolução na nova geração circense.
_ Circo Vostok: Satisfação. Um novo conceito para todos aqueles que não acreditavam no circo como uma instituição eficiente, independente e além de tudo, ético.
_ Rogério Piva: Amante incondicional da arte circense.
---
CONSIDERAÇÕES FINAIS:
Rogério Piva: Acredito na verdadeira essência do circo. Acredito que eliminaremos a ganância de dentro da nossa alma e viveremos em prol da elevação da arte circense não como benefício próprio mas para o bem de toda uma sociedade.
________________________________________________________________________
O QUE ACHOU DESTA ENTREVISTA?
DEIXE SEU COMENTÁRIO!
QUEM VOCÊ APLAUDE???
E
QUEM VOCÊ VAIA???

NA OPINIÃO DE:
Alberto Oscar Getino
(Proprietário do Circo Magnum Espanhol)


Alberto APLAUDE o Circo Vargas

"Meus aplausos são para o circo Vargas, pelo jeito de deixar as praças. Eu sentí vergonha uma vez que fiz uma praça, em um povoado pequeno, próximo a Venâncio Aires, parecia que circo nenhum tivesse estado no terreno, até a valeta tinham tampado, e eu com duas BobCat, não costumava tampar as valetas até esse momento. Agora, de vergonha, tampo a vala, recolho o lixo todo e deixo ensacolado."

Alberto VAIA o Tititi

"Imagino que devem ser muitos a vaiar, mas com quem estou sofrendo é com o Tititi. To no rastro dele e é uma coisa inacreditável, dívidas por todos os lados, prefeituras que não queren ouvir a palavra circo, rádios, gráficas e por aí vai."

Espaço Público


UM FENÔMENO CHAMADO YUDI
Coluna escrita por Jonas Santos


Hoje dedico minha coluna à todas as pessoas que gostam de olhar, pensar e acertar. Aos empreendedores e aqueles que tentar, a cada dia e a cada vez acertar em cheio no que fazem me incluo nesses, pois não desisto nunca, e cada nova tentativa tenho o novo. Confesso que um dos canais que está em último lugar para mim assistir é o SBT. Mas este meu conceito, como todas as coisas devem ser repensadas, começa a mudar depois que conheci e convivi com um fenômeno de popularidade chamado Yudi Tamashiro. Isso mesmo, aquele japonezinho que apresenta o Bom Dia e CIA no SBT. Sem ter experiência de TV, com 11 anos de idade, Iydi entrou no SBT (Hoje tem 18 anos). Este personagem que eu não tomaria conhecimento de jeito nenhum foi comentado para ser trazido ao circo. Confesso que, a princípi, achei piada. Meu circo está em União da Vitória (PR) e, pensei eu, o que um apresentador de programa infaltil faria de público no norte do Paraná. Desde sua chegada, ao ser buscado por mim e pelo Cláudio Bombazaro ao aeroporto de Curitiba, o moço de 18 anos nos conquistou. Simples, falante, humilde, inteligente. Nossa, só por isso já estávamos satisfeitos, mas o melhor já viria depois. Yudi é artista. Não é aspirante, é artista. Dançarino, cantor, carismático, simplesmente parou União da Vitória. Fomos obrigados a, de última hora, isolar o circo, chamar a polícia, a cada entrada de Yudi no picadeiro e a cada saída sua era um Deus nos Acuda. Acostumado a grandes públicos pelos shows que fiz, não havia presenciado algo igual. Desmaios, gritos, faixas, cartazes. O jovem artista não podia sequer circular próximo à praça de alimentação. Yudi Tamashiro, prazer em conhecê-lo senhor artista!

Última Estrela da 3° Edição

Algumas são donas de casa. Outras são estudantes. Existem as que são mães. Tem as dedicadas esposas. Mas todas elas são verdadeiras musas, brilham e encantam nos picadeiros de diversos circos no Brasil e no Mundo. E por brilharem dentro e fora dos picadeiros, são consideradas...


Conheçam a Musa desta semana:


Raquel Markendorf

32 anos


Casada com Johnny Marinho, é mãe de Drueicy Kelly Markendorf Marinho


Trabalha no Circo Fantástico


Faz Argolas e é partner

 

Para Raquel, viver no circo é a melhor opção de estilo de vida que alguém pode escolher


Planos futuros: Aperfeiçoar dia após dia e nunca parar de evoluir: "Acho que o segredo do sucesso para todos nós circenses é manter-se em constante evolução."


Seu maior sonho: "Ver minha filha crescida e saber que se tornou uma pessoa bem sucedida na vida."


O que achou desta Musa?
Deixe seu recado para a Raquel, clicando em Comentários.
_________________________________________________________________________
Em breve:
Você poderá rever todas as Estrelas do Circo News, desde a primeira, sem precisar clicar nas postagens anteriores. É só clicar na página ESTRELAS bem no alto da página, abaixo do banner de abertura.

Tá Acontecendo - Especial Dia do Circo

LEITURA IMPORTANTE!

NO DIA NACIONAL DO CIRCO, ARTISTAS PEDEM O APOIO DO GOVERNO
__________________________________________________
VICE PRESIDENTE DA UBCI AFIRMA QUE CIRCOS EMPREGAM DIRETAMENTE MAIS DE 35 MIL PROFISSIONAIS EM TODO O BRASIL


* Com informações do Jornal do Brasil

Artistas e representantes de entidades ligadas ao circo pediram ao governo, às vésperas do Dia Nacional do Circo, comemorado no último dia 27 de março, mais apoio à categoria, principalmente por parte de prefeituras e estados.
Segundo a diretora-presidente da Academia Brasileira do Circo e vice-presidente da União Brasileira de Circos, Marlene Querubim, os cerca de 2,5 mil circos em atividade no país chegam a atingir um público mensal estimado em 1 milhão de espectadores, empregando cerca de 35 mil profissionais direto.
“O circo é a maior casa de espetáculos do Brasil. Porque ele consegue chegar em lugares onde o cinema, o teatro e outros espetáculos não conseguem”, afirma Marlene, que dirige os circos Spacial e dos Sonhos.
A ideia de que o circo um dia possa se tornar inviável por falta de público é descartada pelo presidente da Associação Brasileira de Circo (Abracirco), Camilo Torres. Para ele, apesar das muitas dificuldades, a atividade transmitida de geração em geração não está sequer ameaçada.
"Mesmo com as várias formas de entretenimento hoje existentes, o circo ainda encanta. O lúdico, o imaginário, a fantasia, a graça de um palhaço, a pirueta de um malabarista, o talento de um trapezista ou acrobata ainda são muito fortes e fazem parte do imaginário popular", reclamando, contudo, da falta de uma política nacional que abranja todo o segmento circense e de maior apoio por parte das secretarias municipais de cultura.
Entre os problemas mais citados pelos vários entrevistados estão a falta de locais apropriados nas cidades onde se apresentam, excesso de burocracia e, consequentemente, da demora na liberação de documentos e na instalação de serviços como água e luz, além dos valores das taxas cobradas.
Administradora do Circo Internazionale di Napoli, Pollyana Pinheiro, reclama da falta de estrutura na maioria das cidades por que passa e dos custos. “Na maioria dos locais a que vamos acabamos em terrenos particulares. Chegamos a pagar até R$ 30 mil de aluguel por mês. Precisamos fazer muitas apresentações para pagar isso e às vezes não conseguimos sequer cobrir as despesas. Tentamos não repassar estes custos para o preço dos ingressos, mas se não tivéssemos que pagar tantas taxas eles poderiam ser mais baratos”.
Outra queixa comum diz respeito aos mecanismos públicos de financiamento da atividade. Para Torres, houve avanços recentes, mas eles ainda são insuficientes. Entre as conquistas, Camilo cita o fortalecimento de prêmios de estímulo às artes circenses, como o Carequinha, da Fundação Nacional de Artes (Funarte), e de programas estaduais de incentivo a artistas e grupos circenses, como os existentes, por exemplo, em São Paulo e Minas Gerais.
“Embora os valores ainda estejam aquém das reais necessidades da categoria e, em geral, bem abaixo dos destinados ao teatro, cinema e à música. O aspecto positivo é que são mecanismos transparentes”, afirma Torres, lembrando também da importância da realização de festivais como os da cidade de Limeira (SP).
---

ARTISTAS DA TV LUTAM PARA QUE O CIRCO PERMANEÇA VIVO

* Com informações do site Famosidades


Cássio Reis, que venceu uma das edições do “Circo do Faustão”, se emocionou com a arte circense durante os treinos para o programa. Para o ator “a maior dificuldade é ao mesmo tempo a maior vitória: vencer os limites do próprio corpo”, já que se exige muita força física para alguns números.
“Sempre curti ir e estar no circo. Quando fui convidado para o programa pensei nos prós e contras e não achei nenhuma alternativa para não aceitar fazer e aprender uma arte única. Foi uma das experiências mais incríveis de minha vida, quando puder estar 100% conectado com minha mente e corpo e, desde então, a disciplina que o circo me ensinou exercito no meu dia-a-dia”, disse ao Famosidades.
Nando Cunha, no ar como o Pimpinela de “Araguaia”, fala do grande astro deste espetáculo de lona: o palhaço. Para interpretar o personagem, Nando contou ao Famosidades que participou de aulas na Escola Nacional de Circo e conheceu de perto a rotina destes artistas da arte do riso. O laboratório valeu a pena. “O palhaço é a criança que você vai tirar de dentro de você. É seu lado lúdico. Minha vida mudou completamente depois que conheci esse universo. Como artista eu aprendi que não é necessário ter essa vaidade toda que os atores têm.”
Juliana Xavier, atriz da novela Rebelde, da Rede Record diz que tem muita vontade de se apresentar em um circo.
"“Admiro demais os profissionais circenses, e acho que, infelizmente, nem todos têm o reconhecimento que merecem! Já fui a vários circos, e fui também ao 'Cirque du Soleil' três vezes. São diferentes, pois o Cirque é conhecido mundialmente. Mas todos os artistas, sem exceção, têm o mesmo brilho nos olhos e fazem tudo com muito amor. Bato palmas pra todos eles”, confessou.
Marcos Frota, ator de TV e astro circense, se apaixonou tanto pelo picadeiro que fundou há mais de duas décadas o “Grande Circo Popular do Brasil - Marcos Frota Circo Show”. Frota e sua trupe percorrem todo o território brasileiro levando um pouco de alegria ao respeitável público. Afinal, o show não pode parar! E para você que anda precisando dar umas boas risadas, essa é uma ótima pedida.
Mas se os profissionais de circo são tão talentosos quanto os de TV, porque eles não são tão reconhecidos quanto às celebridades que estampam as capas de revista? Talvez pela exposição, o que não tira o brilhantismo desses artistas que não podem contar com a edição da TV ou do cinema.
“Um profissional de circo é tão artista ou ainda mais artista que um profissional de TV. Na televisão existe a edição, a gravação, o jogo de câmeras, os truques que a 'magia' da TV possui. O circo é real, ao vivo, com a possibilidade do erro. Esse é o segredo do encanto e alegria do circo, todos erramos e quando acertamos, sorrimos!”, elogiou Cássio.
---
DIA DO CIRCO É LEMBRADO EM DIVERSAS CIDADES DO BRASIL

* Com informações do site www.agenciabrasil.ebc.com.br

Em Recife, o Movimento de Teatro Popular de Pernambuco e a Associação de Teatro de Olinda levaram artistas para as ruas da capital com performances teatrais e circenses. Em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, a Fundação de Cultura dedicou a semana ao teatro e ao circo com uma série de atrações.
No Nordeste, o 5º Festival Banco do Nordeste das Artes Cênicas contou com espetáculos de teatro, circo e dança em Fortaleza (CE), Juazeiro do Norte (BA) e Sousa (PB) também em homenagem ao dia mundial do teatro. O Sesc de São José dos Campos também criou programação especial em comemoração ao Dia Mundial do Circo com introdução às técnicas de malabares e acrobacias, espetáculos de mágica e ilusionismo e de artistas circenses.
No Rio de Janeiro, a data foi comemorada na Lapa, no centro, no meio da rua com atividades organizadas pela Rede Brasileira de Teatro de Rua/RJ a partir das 16h. O ator Marcondes Mesqueu é um dos organizadores do evento e apresentou seu personagem, o palhaço Dr. Saca-Rolha Saracura, médico de remédio, chá e benzedura.
A Fundação Nacional de Artes (Funarte) não programou nenhuma atividade especial para a data, segundo o responsável pela Coordenação de Circo da Fundação Nacional de Artes (Funarte), Marcos Teixeira.

---
O dia do Circo foi comemorado no último domingo, 27 de março. A data foi escolhida para homenagear um dos mais famosos palhaços brasileiros, Piolin, que nasceu nesta data.

"O circo é o único lugar do mundo onde se pode sonhar de olhos abertos."
Ernest Hemingway, escritor norte-americano

Fotos Interessantes

DA SÉRIE: SEÇÃO NOSTALGIA



DA SÉRIE: BÔNUS, CARTAZES E REPORTAGENS



terça-feira, 15 de março de 2011

CASO DE POLÍCIA:
MALABARISTA COMPRA A PRÓPRIA CAMINHONETE QUE HAVIA SIDO ROUBADA

Henrique Maximiliano, malabarista do Circo Fantástico, teve sua caminhonete Blaser roubada no último final de semana, enquanto trabalhava em um dos espetáculos. Os ladrões roubaram a caminhonete de dentro do terreno onde estava instalado o circo, no centro de Caxias do Sul (RS). No entanto, três dias depois do roubo, os bandidos entraram em contato com o malabarista, que pagou R$2 mil para ter sua Blaser de volta.
---
QUESTÃO DOS ANIMAIS:
GOVERNADOR DO ALAGOAS SANCIONA LEI QUE PROÍBE ANIMAIS EM CIRCOS

A lei que proíbe a utilização de animais selvagens, domésticos, silvestres, domesticados ou exóticos em espetáculos circenses, de autoria do Deputado Estadual Jeferson Morais (DEM) foi regulamentada pelo governador Teotonio Vilela Filho e publicada no Diário Oficial do Estado do dia 10 de março.
Com o decreto, torna-se crime a prática e exploração de animais em apresentações e shows em ambientes caracterizados como circos, sejam eles de pequeno ou grande porte. A lei vem sendo discutida desde março do ano passado. De acordo com o autor da matéria, Deputado Jeferson Morais, a proibição já existe em outros estados e visa acabar com os abusos cometidos contra animais.
Caso sejam encontrados animais nas apresentações circenses, o empreendimento deverá ter a sua licença imediatamente cancelada, se houver, ou a interdição de suas atividades.
---
ENQUANTO ISSO, NOS ESTADOS UNIDOS...

CIDADE AMERICANA PROIBIRÁ CIRCOS COM ANIMAIS
IRVINE, NA CALIFÓRNIA TAMBÉM PROIBIRÁ ANIMAIS EM RODEIOS E ZOOLÓGICOS

A cidade de Irvine, na Califórnia, EUA, está considerando regras que proíbam a venda de cães e gatos em lojas na cidade, assim como a utilização de animais para entretenimento em circos, e animais em zoos e rodeios que venham para a cidade.
Segundo informações do jornal Los Angeles Times, a lei que visa proteger os animais está sendo elaboradade e a maioria votou, em um Conselho da Cidade na semana passada, por planos formais para a realização das três portarias de bem-estar animal a serem elaboradas e apresentadas em 120 dias.
As informações são do blog http://www.revoluçãodacolher.blogspot.com/.
---

NA CHINA, LEI JÁ ESTÁ VALENDO
NO OUTRO LADO DO MUNDO, ANIMAIS JÁ ESTÃO PROIBIDOS DE SE APRESENTAREM NOS CIRCOS DE TODO O PAÍS

O governo da China já bateu o martelo: a apresentação de animais adentrados em circos estão banidas em todo território nacional. As informações são do site Planet Green.
---
TIHANY CHEGA PELA PRIMEIRA VEZ EM TERESINA

* Com informações do site www.cidadeverde.com 

A partir do dia 25 de março de 2011, a capital piauiense receberá pela primeira vez o renomado espetáculo “AbraKadabra” apresentado pelo circo Tihany Spectacular, considerado por muitos como o maior circo da América Latina e reconhecido mundialmente por sua tradição e originalidade.
Amparado pela Lei Rouanet de incentivo à cultura, o circo Tihany faz parte de um projeto cultural de revitalização e formação de um novo público para o circo brasileiro, resgatando a cidadania de todos através da milenar arte do circo. Em um projeto da Mondo Entretenimento realizado com a produção local da MP&A o espetáculo tem o patrocínio cultural da CIELO e SulAmérica.
Durante a temporada o público piauiense poderá assistir às apresentações em 18 atos, distribuídos em 2 horas de show – com doses excepcionais de humor, malabarismo, contorcionismo, ilusionismo e um corpo de baile formado por 24 lindas bailarinas europeias.
---
CIRCO DOS SONHOS APRESENTA TURMA DA MÔNICA
PERSONAGENS DO GIBI OCUPAM A LONA DO CIRCO DOS SONHOS, NA BARRA FUNDA, COM 50 ARTISTAS

Eles já tiveram um parque, foram para o cinema e se apresentaram nos palcos de teatros e grandes casas. Agora é a vez da turma mais querida dos gibis invadirem os picadeiros.
O espetáculo Turma da Mônica no Mundo do Circo ocupa a lona do Circo dos Sonhos, na Barra Funda, com cinquenta artistas, 120 figurinos e um extenso cenário de 40 metros. “Será o maior show já feito pelos personagens do meu pai”, diz o diretor Mauro Sousa, filho do cartunista Mauricio de Sousa e responsável pela atração. A apresentação vai mesclar as tradicionais performances do Circo dos Sonhos, como trapézio, palhaçadas e mágica, com divertidos esquetes baseados nas histórias em quadrinhos.
Segundo matéria da Veja São Paulo, a Magali, por exemplo, pretende testar sua capacidade de engolir um sorvete gigante em apenas dois segundos. Cascão tentará se equilibrar em uma corda bamba para não cair em um balde cheio de água. Estão previstos outros números, como Cebolinha Malabarista, Mônica, a Mulher Barbada e Mágica do Sansão. Quinze músicas compostas especialmente para incrementar a montagem acompanham cada etapa. A exibição, que estreia no sábado (19) e permanece em cartaz por quatro meses, tem pinta de programa bacana para toda a família, sobretudo porque o picadeiro está localizado em um agradável e amplo espaço, de fácil acesso, ao lado do Viaduto Pompeia.
...
NÃO ESQUEÇA!!!
O espetáculo Turma da Mônica no Mundo do Circo estréia dia 19 de março, no Circo dos Sonhos, na Barra Funda, ao lado do Viaduto Pompéia, São Paulo (SP)
PREÇOS:
Crianças até 12 anos: de R$15,00 a R$40,00
Adultos: de R$30,00 a R$80,00
Camarotes para 4 pessoas: R$300,00
Estacionamento: R$10,00
HORÁRIOS:
Sábados e Domingos, às 16h e 19h
Bilheterias abertas diariamente das 10h às 18h. Sábados e Domingos, a partir das 14h.
O Show permanece em cartaz por quatro meses.
---
VOSTOK, O RETORNO
PRIMEIRAS CARRETAS JÁ ESTÃO NO PARQUE DA HARMONIA
FRENTE DO CIRCO JÁ ESTÁ MONTADA. ESTRÉIA SERÁ DIA 25 DE MARÇO

FRENTE SENDO MONTADA NA SEGUNDA À TARDE

Faltando 11 dias para a grande estréia do Circo Vostok, os porto alegrenses começam a ver as primeiras movimentações no Parque da Harmonia, às margens do Rio Guaíba, terreno habitual para os circos na capital gaúcha. As primeiras carretas, vindas de São Paulo, já tomam lugar no terreno e a frente já está montada. A lona deverá ser montada nos próximos dias. A estréia será no dia 25 de março, às 20h. Ingressos populares a partir de R$10,00 (crianças) e R$20,00 (adultos).
A volta do circo Vostok é um grande momento para o circo brasileiro. Você acompanha a cobertura completa aqui no Circo News.

NOVIDADE!

TEM COISA NOVA CHEGANDO NO
CIRCO NEWS...

EM BREVE
AGUARDE!

Para Pensar e Debater


FALTA
NO MUNDO DO CIRCO?

Muito se fala sobre isso, sempre em off, atrás das cortinas. Artistas que não dão 15 dias, que erram o trevo. Donos que não cumprem com o combinado. Profissionais que 'tiram' o lugar de quem já está trabalhando. 1) Afinal, falta ética no mundo do circo?
2) Claro que não se pode generalizar, mas quais atitudes são consideradas como sem ética?
3) Ser contratado para um circo, onde já existe alguém exercendo a função e mesmo assim aceitar pode ser considerado como anti-ético?
Dê sua opinião, clicando em Comentários.